GRAFISMO NA IDADE DOS METAIS

APRESENTAÇÃO

Um dos significados atuais atribuído aos nós, formas circulares e entrelaçadas, é a ideia do infinito e da ciclicidade , onde os caminhos se cruzam e retornam ao início. A crença no ciclo das estações, do sol e da lua e todo caráter cíclico da vida vegetal e da natureza como um todo, que na sua cosmovisão refletia a própria vida humana, que morre e sempre renasce.  
O fluxo contínuo de transformação da vida vegetal e eterno retorno ao início, levava a crença da própria reencarnação – eterno retorno ao ciclo da vida – largamente simbolizados no seu padrão artístico circular espiralado.
Os celtas absorvessem formas humanas, de animais e plantas às volutas, gavinhas e formas espiraladas que já eram características em sua produção artística. Plantas e animais entrelaçados reforçavam a ligação que tinham com a natureza, porém essas figuras receberam deformações , se tornando corpos curvados e também entrelaçados, pois à ligação com os ciclos da vida e reencarnação mostram ter sido preponderante em suas crenças religiosas.

FAMALICÃO: HISTÓRIA MILENAR

vILA NOVA DE FAMALICÃO

O território que hoje é Vila Nova de Famalicão demarca-se com uma história milenar com evidências históricas e patrimoniais datadas de tempos pré-históricos, mais especificamente a partir da Idade dos Metais com destaque para a Idade do Cobre ou Calcolítico, como é patente no acervo do Gabinete de Arqueologia do município7. Com efeito, os vestígios da presença do Homem no concelho de Vila Nova de Famalicão remontam à Idade do Cobre (3.300 - 1.200 a.C.), com destaque para a mamoa de Vermoim, passando pela Idade do Ferro (3.300 - 700 a.C.) com a presença de castros de plantas circulares no cimo dos montes, providos de “sistema defensivo” mas também “manifestando relações mercantis com outros povos de Entre-Douro-e-Minho” (Mota, 2005: 10).

A IDADE DO METAL PELO MUNDO

CENTRO INTERPRETATIVO DE S. LOURENÇO

Esposende, PORTUGAL

Em 1963, durante os trabalhos de exploração de uma pedreira, surgia a Gruta do Escoural, um dos mais importantes vestígios de arte rupestre paleolítica existentes em Portugal.
Localizada no concelho de Montemor-o-Novo, a 3 km de Santiago do Escoural, a estação arqueológica, que adquiriu o nome desta freguesia, regista a ocupação humana neste território há cerca de 50 mil anos atrás.

As grutas são constituídas por uma grande sala e várias galerias que, à data da descoberta, continha uma necrópole datada do período do Neolítico Final. Os trabalhos arqueológicos ali realizados desvendaram vestígios de ocupações desde o Paleolítico Médio e Superior, destacando-se a rara arte rupestre nas paredes subterrâneas — representações de equídeos e bovinos com cerca de 20 mil anos.

Túmulo de Kiviks

Kivik, SUÉCIA

Nos arredores de Kivik, encontramos o Túmulo da Idade do Bronze, o Túmulo de Kiviks, também chamado Kungagraven. É um impressionante monumento a túmulos, com cerca de 75 metros de diâmetro desde que foi construído. Tanto no design quanto a cobertura, o túmulo de Kiviks difere de outros túmulos da Idade do Bronze da Europa do Norte. O túmulo de Kiviks é o maior túmulo da Idade do Bronze da Suécia. Dentro da câmara funerária de 3-4 metros de comprimento, existem oito grandes pedras decoradas com esculturas de rodas solares, navios, machados, carruagens, animais, pessoas etc.

MUSEU NEUES

Berlim, ALEMANHA

O 'Museu de Pré-História e História Antiga' de Berlim leva os visitantes a um passeio pelas eras mais antigas da história da humanidade. Com suas coleções exclusivas sobre a pré-história e a história antiga da Europa e regiões próximas da Ásia, o museu consegue traçar vividamente as principais linhas de desenvolvimento da história europeia inicial, usando peças originais impressionantes. Entre a Idade do Bronze e a Idade do Ferro, os visitantes podem embarcar numa jornada muito especial: uma "máquina do tempo" que leva os visitantes numa viagem a uma paisagem fluvial, onde podem observar os seus habitantes ao longo dos milênios. Os seres humanos e seu ambiente natural vivem em profunda simbiose entre si, e os arqueólogos agora são capazes não apenas de datar a origem dos objetos, mas também do impacto da humanidade sobre o meio ambiente e vice-versa.

Museu Britânico

londres, INGLATERRA

A Idade do Ferro foi uma época de mudanças dramáticas para o povo da Grã-Bretanha e da Europa.
O ferro substituiu o bronze como material usado para fazer ferramentas e armas, enquanto religião, arte, vida cotidiana, economia e política mudaram drasticamente.
A história dessas civilizações (conhecidas pelos gregos e romanos como bretões, celtas, alemães e ibéricos) e suas distintas culturas materiais é contada através de artefatos decorados da Idade do Ferro conhecidos como 'Arte Celta' e mais objetos do cotidiano.

arte: ontem e hoje

hazul

Hazul (1981), artista autodidata, tem o Porto como berço e as suas velhas ruas como cenário de crescimento artístico. As primeiras intervenções no espaço público surgem em 1997 sob o pseudónimo de Pong 02, época em que descobre o movimento Hip Hop e mais específicamente o graffiti. O desenho de letras foi o grande foco durante alguns anos mas o tempo levou-o a explorar outros caminhos. A partir de 2008, após consolidar a linguagem e estabelecer um rumo objectivo para a sua obra, assume o nome actual de Hazul. As criações surgem agora com uma dimensão mais onírica e simbólica, onde a relação entre o orgânico e o geométrico, entre seres e objetos ou entre o material e o etéreo é recorrentemente abordada. As linhas fortes fazem com que o desenho sobressaia sobre manchas ordenadas e por vezes flutuantes. Notam-se influências da arte primitiva, das antigas civilizações ou de povos tribais, resultando numa linguagem universal e intemporal. O seu trabalho continua a ter a rua como cenário principal, mantendo esse constante diálogo entre o mundo contemporâneo e o ancestral. Além das paredes usa também telas, papéis e objectos encontrados como meios para se expressar.

oficina

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